Como abrir MEI de graça (e fugir de quem cobra por isso)
Abrir MEI é de graça e você faz sozinha pelo celular no gov.br em 15 minutos: veja o passo a passo e fuja de quem cobra por isso ou tenta te dar golpe.
O essencial em 1 minuto
- 01Abra o MEI de graça só no gov.br: entre em Empresas & Negócios, clique em MEI e siga as telas — ninguém precisa ser pago pra isso.
- 02Desconfie de quem cobra: taxa de abertura, boleto de associação ou site parecido com o do governo que pede Pix é golpe ou serviço desnecessário.
- 03Tenha em mãos CPF, data de nascimento e título de eleitor: com esses três dados e um celular você abre o MEI em uns 15 minutos.
- 04Saiba que depois só paga o boletinho DAS, em torno de R$70 a R$80 por mês: é o único pagamento obrigatório e já inclui o seu INSS.
- 05Chame a AnaDita se travar: mande um áudio contando o que você faz, e ela te diz qual atividade marcar e se aquele boleto que chegou é de verdade.
Abrir MEI é DE GRAÇA. Você faz sozinho, pelo celular, no site oficial do governo — o gov.br — em uns 15 minutos. Ninguém precisa ser pago pra isso. Se alguém te cobra R$50, R$100 ou “uma taxa de abertura”, ou é golpe, ou é um serviço que você não precisa. Vou te mostrar o caminho todo, passo a passo, do jeito que eu explicaria pra uma amiga sentada do meu lado.
Esse guia é pra quem já trabalha por conta — faz bolo, presta serviço, conserta, faz faxina, vende no zap — e ouviu falar que “tem que abrir o MEI”, mas ficou com medo. Medo de custar caro, de cair num golpe, de se enrolar com papel. Bora organizar isso aqui juntos? Vou te falar direto o que é grátis, o que se paga de verdade, e como fugir de quem quer te cobrar por uma coisa que o governo faz de graça.
Abrir MEI é de graça mesmo? É, e só num lugar
Sim, abrir o MEI é 100% gratuito, e o único lugar certo pra fazer isso é o site oficial do governo, o gov.br. Você entra, preenche seus dados, e sai de lá com o seu CNPJ — que é o “CPF da sua empresa”. Não tem taxa de abertura, não tem custo de cadastro, não tem “pacote de boas-vindas” pra pagar. Nada disso.
O que ninguem te conta é que existe um monte de site parecido com o do governo, feito de propósito pra te confundir. Eles copiam a cara do gov.br, colocam a palavra “MEI” no nome, e no fim pedem cartão ou Pix pra “concluir sua abertura”. Cuidado com isso: o site oficial termina em gov.br. Se o endereço for outra coisa — abrirmei-online, meifacil, registro-mei — sai fora. Não é o governo.
Tem também os escritórios de contabilidade que oferecem “abrir o seu MEI” por uma taxa. Não é golpe — eles estão só te cobrando por um serviço que você consegue fazer sozinho de graça. É como pagar alguém pra apertar um botão que você mesma alcança. Se você quiser ajuda, tudo bem pagar. Mas saiba que você NÃO precisa. O próprio Sebrae ajuda de graça se você travar.
O que você precisa ter na mão antes de começar
Pra abrir o MEI você precisa de três coisas só: seu CPF, sua data de nascimento e um título de eleitor ou o número do último imposto de renda (se você já declarou algum). Junte também um celular com internet e um jeito de receber código por SMS ou email. Só isso.
Repara nisso: se você nunca declarou imposto de renda (que é o caso da maioria de quem começa pequeno), usa o título de eleitor. Se você não sabe o número do título de cor, ele está naquele papelzinho azul ou no aplicativo e-Título. Tenha esses números anotados antes de começar pra não travar no meio.
Você também vai precisar de uma conta no gov.br. Muita gente já tem e nem lembra — é a mesma senha que você usa pra ver o INSS, o Bolsa Família ou a carteira de trabalho digital. Se não tem, dá pra criar na hora, com o CPF. Bora com calma: cada tela pede uma informação de cada vez.
O passo a passo pra abrir o MEI sozinha pelo celular
Abrir o MEI pelo celular tem cinco passos, e nenhum deles pede dinheiro. Vou listar do jeito que você vai ver na tela:
- Entre no gov.br e procure “Empresas & Negócios”, depois “MEI”. Lá tem o botão “Quero ser MEI”.
- Faça login com seu CPF e senha do gov.br (ou crie a conta na hora).
- Preencha seus dados: nome, telefone, endereço e onde você trabalha (pode ser sua própria casa).
- Escolha sua atividade: o que você faz. “Fabricação de bolos e salgados”, “serviços de pintura”, “manicure”, “conserto de aparelhos”. Pode marcar uma principal e algumas secundárias.
- Confirme. Pronto: na hora sai o seu CNPJ e o certificado do MEI, que você pode salvar no celular ou imprimir.
Vou te falar direto: o passo que mais assusta é escolher a atividade, porque a lista tem nome estranho. Mas é só procurar a palavra do que você faz — “bolo”, “pintura”, “cabelo” — que aparece a opção certa. Se ficar em dúvida entre duas, escolhe a mais parecida; dá pra ajustar depois. Ninguém acerta 100% na primeira e está tudo bem.
O que muda na sua vida depois de abrir o MEI
Depois de abrir o MEI, você vira uma empresa de verdade, com CNPJ, e ganha três coisas que antes não tinha: pode emitir nota fiscal, passa a ter direitos do INSS (aposentadoria, auxílio-doença) e pode vender pra empresas e órgãos que só compram de quem tem CNPJ. É a porta pra crescer.
Em troca disso, você passa a ter uma única conta mensal: o boletinho do MEI, chamado DAS. Ele fica em torno de R$70 a R$80 por mês (confira o valor do ano no site oficial gov.br, porque muda todo ano). Esse valor já inclui o seu INSS e os impostos — é baratinho perto do que você ganha, e é o único pagamento obrigatório. Se você ainda está em dúvida sobre quanto cobrar pelo seu trabalho sem sair no prejuízo, resolve isso junto com abrir o MEI.
Ter o CNPJ também ajuda a separar o dinheiro da empresa do dinheiro de casa, que é um dos maiores segredos de quem consegue enxergar o próprio lucro. Se você ainda mistura tudo, dá uma olhada em como controlar o dinheiro do negócio sem planilha — combina direitinho com abrir o MEI.
Quanto você vai pagar de verdade sendo MEI
Sendo MEI, o único pagamento obrigatório é o boletinho mensal, o DAS, na faixa de R$70 a R$80. Fora isso, não tem taxa escondida, não tem mensalidade de sistema, não tem “anuidade”. A declaração anual do MEI — que você faz uma vez por ano pra dizer quanto faturou — também é DE GRAÇA se você mesma fizer no gov.br.
Cuidado com isso: assim que você abre o MEI, começam a chegar cartas e emails com boleto pedindo pagamento de “taxa anual” ou “registro obrigatório”, com cara de oficial. É golpe. O único boleto que você paga é o DAS, que você mesma emite no site do governo. Nenhuma associação, sindicato ou empresa pode te obrigar a pagar nada além disso.
É por isso que eu digo que abrir o MEI é a parte fácil — o difícil é não cair nas ciladas que aparecem depois. E é exatamente aí que eu entro: você me manda a foto do boleto ou da carta que chegou, e eu te falo na hora se é o DAS de verdade ou se é gente querendo te enganar. Seu dinheiro vale demais pra ir embora numa cilada dessas.
Qualquer um pode ser MEI? E até quanto pode ganhar?
Quase todo mundo que trabalha por conta pode ser MEI: quituteira, pedreiro, manicure, cabeleireira, diarista, costureira, quem conserta aparelho, quem vende roupa. São mais de 400 atividades permitidas. O limite é de faturamento: o MEI pode ganhar até um certo valor por ano — hoje em torno de R$81 mil anuais, o que dá uns R$6.750 por mês (confira o teto atualizado no gov.br, porque muda). Enquanto você ganha até ali, o MEI serve pra você.
Algumas poucas profissões não podem ser MEI — geralmente as que exigem faculdade e registro em conselho, como médico, advogado, dentista. Mas o pessoal que faz trabalho manual, comida, beleza, serviço de casa, conserto e venda, quase sempre tem uma opção na lista. Se você não achar exatamente o nome do que faz, procura o mais parecido; a chance de ter cabe é grande.
Vou te falar direto: não precisa ter medo de “faturar demais e dar problema” logo no começo. Quem está abrindo agora dificilmente encosta nesse teto no primeiro ano. E se um dia o negócio crescer tanto que passe do limite, isso é uma boa notícia — significa que deu certo — e aí tem um caminho pra migrar pra outro tipo de empresa. Um problema pra ter lá na frente, com alegria.
Depois de abrir, o que eu faço todo mês?
Depois de aberto, o MEI pede pouquíssima coisa de você: pagar o boletinho DAS uma vez por mês, até o dia 20, e anotar quanto o negócio faturou. Só isso é a rotina. Não tem papelada semanal, não tem relatório complicado, não tem que ir em cartório. É mais simples do que muita gente pensa antes de abrir.
O boleto do DAS você mesma emite no site do governo ou no aplicativo do MEI, todo mês. Você entra, clica pra gerar, e paga como paga qualquer conta — no banco, na lotérica ou por Pix. Repara nisso: como é sempre o mesmo valorzinho e a mesma data, dá até pra programar. O importante é não esquecer, porque atrasar demais, ano após ano, pode fazer você perder o CNPJ.
Uma vez por ano, lá por maio, você faz a declaração anual, chamada DASN. Parece nome de bicho de sete cabeças, mas é só uma tela onde você informa quanto faturou no ano inteiro. Se você anotou suas vendas durante o ano — nem que seja no caderno — leva cinco minutos e não custa nada. É por isso que anotar o que entra faz tanta diferença: na hora da declaração, você só consulta o seu caderno.
MEI ou continuar sem CNPJ? Qual a diferença de verdade
A diferença entre ser MEI e trabalhar sem CNPJ é simples: sem CNPJ você até ganha dinheiro, mas fica invisível — sem aposentadoria contando, sem poder emitir nota, sem poder vender pra empresa. Como MEI, o mesmo trabalho passa a construir os seus direitos e abre portas de venda que antes ficavam fechadas.
Muita gente que faz bolo, faxina ou conserto trabalha anos sem CNPJ e acha que está tudo certo. E pra começar bem pequeno, tudo bem mesmo. Mas o dia que aparece um cliente maior — uma empresa que quer nota fiscal, uma loja que só compra de quem tem CNPJ — quem não é formalizado perde a venda na hora. O MEI é o que te deixa dizer “sim, eu emito nota” sem gaguejar.
E tem o lado que ninguém pensa quando está com saúde: sem contribuir, você não tem auxílio-doença se ficar doente, nem salário-maternidade se tiver um bebê, nem aposentadoria lá na frente. O boletinho do MEI, aquele de R$70 a R$80, já paga o seu INSS. Ou seja: você está trabalhando de qualquer jeito — sendo MEI, esse trabalho passa a te proteger também. Seu trabalho vale dinheiro, e vale proteção, viu?
E se eu me arrepender ou não der certo?
Se você abrir o MEI e depois quiser fechar, também é de graça e você mesma faz no gov.br, na opção de dar baixa. Não é uma decisão pra vida toda — dá pra começar, testar e, se não rolar, encerrar sem penalidade. Isso tira aquele peso do “e se eu me arrepender?”.
Só um cuidado: enquanto o MEI está aberto, o boletinho DAS continua sendo cobrado todo mês, mesmo que você não venda nada. Então se você parar de trabalhar por conta, o certo é dar baixa pra não acumular dívida à toa. Não é “abriu e esqueceu” — é “abriu, cuida do boletinho, e fecha quando não precisar mais”.
Vou te falar direto: não deixa o medo de errar te travar. Milhões de brasileiros abriram o MEI sozinhos, pelo celular, sem pagar nada e sem contador. Você consegue também. E se pintar qualquer dúvida no caminho — qual atividade marcar, o que a tela está pedindo, se aquele boleto é de verdade — é só me chamar. Eu leio o papel difícil e te explico na sua língua.
Em uma frase: abrir o MEI é de graça, você faz sozinha pelo celular no gov.br em 15 minutos, e quem cobra pra fazer isso ou é golpe ou é serviço que você não precisa.
Perguntas frequentes
Abrir MEI é de graça mesmo?
Preciso de contador pra abrir o MEI?
Que documentos preciso pra abrir o MEI?
Quanto custa por mês pra manter o MEI?
Como sei se um site de abrir MEI é falso?
Sobre o autor
Fundadora da AnaDita · Agência Regina Jugaad de Marketing e IA
Laura Amorim (Laura Jugaad) é engenheira eletricista pela Unicamp e fundadora da AnaDita — produto da Agência Regina Jugaad de Marketing e IA. Escreve para o microempreendedor brasileiro que faz, mas trava na burocracia digital.
- Engenheira Eletricista (Unicamp)
- Fundadora da AnaDita
- Agência Regina Jugaad de Marketing e IA